Bancada do Agro mantém alta taxa de sucesso, mas enfrenta perdas para 2027
A bancada do agronegócio brasileiro mostrou força nas eleições de 2026, com um alto índice de renovação na Câmara dos Deputados. Dos 248 parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que buscaram a reeleição, 176 foram reeleitos, alcançando uma taxa de quase 71%.
Com a soma de suplentes filiados e novos membros alinhados ao setor, a bancada inicia a legislatura de 2027 com pelo menos 180 deputados, mantendo-se como o maior e mais influente grupo de pressão política do Congresso Nacional. Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da frente, prevê que a articulação com partidos de centro e direita pode aumentar o número para cerca de 312 deputados.
Perdas importantes e mudanças no Senado
Apesar da boa performance, a FPA sentirá a falta de líderes importantes que conduziram negociações econômicas e estruturais essenciais para o setor rural. Entre as baixas, destacam-se:
- Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), referência técnica e relator de marcos importantes como a Política Nacional de Minerais Críticos.
- Zucco (PL-RS), que deixou o Parlamento após ser eleito governador do Rio Grande do Sul.
No Senado, a bancada enfrenta um saldo negativo de cinco cadeiras, com a saída de 23 senadores ruralistas por fim de mandato, derrotas ou mudança para governos estaduais. No entanto, essa perda foi parcialmente compensada pela eleição de 18 deputados da FPA para a Casa Alta. Lideranças como as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e o senador Wellington Fagundes (PL-MT) garantem a estabilidade do setor no Senado.
Demandas urgentes para o segundo semestre de 2026
Com o segundo turno presidencial em foco, o setor produtivo monitora as prioridades econômicas a serem votadas até o final de 2026. Principal destaque é a questão das dívidas rurais, tratadas na Medida Provisória (MP) 1376.
A bancada ruralista cobra mudanças no texto enviado pelo governo federal para assegurar mecanismos que protejam a rentabilidade do produtor rural, que enfrenta oscilações de mercado e eventos climáticos adversos. O grupo pretende usar sua força política para avançar nessa pauta no Congresso ainda neste ano.

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