Soja R$ 159,94 ▼ -0,60%Milho R$ 68,53 ▼ -0,07%Boi gordo R$ 369,90 ▲ 0,93%

Brasil

Bons valores ainda podem ser sacados de apostas suspensas

Redação BDN
Redação BDN

Publicado em

2 min de leitura
Foto: Washington Costa/MF

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, brasileiros ainda têm cerca de R$ 1,4 bilhão para sacar das casas de apostas on-line, conhecidas como bets.

Esse montante remanescente corresponde aos valores nas contas dos usuários após a Medida Provisória (MP) que proibiu as bets no país.

Segundo dados do governo federal divulgados na sexta-feira (2/10), R$ 652 milhões já foram retirados desde que a MP entrou em vigor, o que representa uma redução de aproximadamente 30% do valor inicialmente retido nas plataformas. Antes da proibição, os saldos chegavam a cerca de R$ 2,1 bilhões.

Os recursos pertencem a milhões de pessoas, estimadas em cerca de 28,6 milhões de CPFs, que ainda precisam solicitar o saque dentro do prazo estabelecido.

O prazo para sacar os valores termina às 23h59 da próxima segunda-feira, 5 de outubro. Após essa data, o dinheiro restante será devolvido via sistema bancário, com a participação da Caixa Econômica Federal quando necessário.

A MP proibiu a exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional, atingindo tanto plataformas digitais quanto operações físicas. Com isso, as apostas foram imediatamente bloqueadas e os sites começaram a ser impedidos de funcionar.

Dados do Ministério da Fazenda mostram que o movimento diário do setor, que costumava ser de cerca de R$ 600 milhões, caiu a zero depois da aplicação da MP, mostrando o impacto rápido da proibição no mercado.

Durante a fiscalização, o governo identificou casos incomuns, como 48 contas com saldo acima de R$ 500 mil, que passaram a ser investigadas por suspeita de irregularidades, incluindo possível lavagem de dinheiro.

Além do bloqueio das operações, houve uma ação contra a estrutura digital das apostas. Mais de 10 mil sites foram tirados do ar, assim como várias páginas em redes sociais e aplicativos ligados à atividade, para impedir que as apostas continuem de forma informal.

a partir de 6 de outubro, os sites e apps proibidos deverão deixar de funcionar totalmente no país. O governo acredita que essa medida ajuda a limitar os impactos econômicos e sociais causados pelo rápido crescimento desse setor.

Compartilhe esta notícia

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.