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Brasil

Caiado pede investigação sobre suposta propina ligada a Kassab

Redação BDN
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O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu nesta sexta-feira (4/9) a abertura de uma investigação para apurar uma possível propina paga pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo ele, o pagamento teria ocorrido via doações às campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. A denúncia envolve o atual presidente nacional do PSD e vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab.

A declaração foi feita durante sabatina promovida pela Folha de S. Paulo e pelo UOL, em São Paulo. Questionado se manteria Kassab como vice se a Polícia Federal (PF) abrisse investigação, Caiado afirmou que todos os envolvidos deveriam ser investigados. “Tem que abrir todas as informações. Tanto ele (Kassab) quanto Tarcísio já negaram”, disse o candidato.

O presidenciável enfatizou que a apuração deve ser feita independentemente de quem seja citado. “Roubar com a mão direita e esquerda é ladrão”, afirmou.

Caiado ressaltou a importância de analisar as informações para verificar se condizem com as versões apresentadas pelos citados.

Durante a sabatina, o candidato também respondeu sobre um projeto aprovado durante seu governo em Goiás, que ampliou o crédito consignado e teria beneficiado empresas do setor, incluindo o Banco Master. Ele negou qualquer favorecimento à instituição e explicou que a medida abrangeu todas as empresas aptas a oferecer crédito consignado no estado.

Segundo uma proposta de delação premiada, Vorcaro alegou que os R$ 5 milhões doados às campanhas seriam na verdade pagamentos de propina ligados à manutenção do programa Credcesta no governo paulista. De acordo com a denúncia, Kassab teria articulado essa permanência quando era secretário de Governo e Relações Institucionais.

Além disso, Vorcaro citou um suposto esquema de caixa dois no valor de R$ 10 milhões destinado ao PSD. As acusações estão em apuração e foram negadas pelos envolvidos.

Kassab afirmou nunca ter tido qualquer relação com Vorcaro e negou participação em negociações relacionadas ao Credcesta. Ele rejeitou as acusações e pediu que seja feita a investigação. “Eu nunca tive nenhuma relação com o Vorcaro, e muito menos com doação para a campanha vinculada a eles [Bolsonaro e Tarcísio]. Portanto, que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe”, declarou.

O ex-secretário também negou ter discutido a continuidade do Credcesta com membros da administração paulista, respondendo que nunca tratou do assunto com ninguém do governo.

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