Soja R$ 155,05 ▲ 0,31%Milho R$ 69,05 ▲ 0,38%Boi gordo R$ 344,50 ▲ 0,58%

Agronegócio

Como a ciência protege a Amazônia no manejo da madeira

Redação BDN
Redação BDN

Publicado em

3 min de leitura
Foto: Reprodução

Comprar um produto certificado como sustentável pode parecer seguro, mas há um erro invisível que pode afetar o equilíbrio da floresta. Apesar dos bilhões em negócios e milhões de hectares preservados, a indústria madeireira enfrenta um desafio importante: garantir que a madeira retirada seja da espécie correta.

Em Mato Grosso, que movimenta R$ 3,2 bilhões na base florestal e protege mais de 5 milhões de hectares de manejo, uma inovação importante surgiu na cidade de Juína. O avanço não está nos satélites modernos, mas nas pessoas que analisam as árvores cuidadosamente.

O perigo do erro na identificação das árvores

Tradicionalmente, a identificação das árvores dependia de métodos simples, como observar a casca e a textura. No entanto, a diversidade da floresta torna essa tarefa difícil e propensa a erros, especialmente entre espécies parecidas. Um erro nessa etapa pode causar problemas graves: alterar o inventário florestal, dificultar o monitoramento e comprometer a rastreabilidade, prejudicando produtores, fiscalizadores e compradores.

Para solucionar isso, foi criado o Curso FIC – Identificador Florestal, uma iniciativa inédita no Brasil. O programa, promovido pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), em parceria com a UFRA, o IFMT Campus Juína e a Sedec, treinou 14 profissionais para realizar essa tarefa com maior precisão.

A prática que une conhecimento e floresta

Durante uma semana, os participantes realizaram atividades na Fazenda Montana e Fazenda Rio Doce, deixando a teoria de lado para aprender na prática sobre a anatomia e arquitetura das árvores, essenciais para o manejo sustentável. Para o empresário Tiago Federle, de Colniza (MT), essa experiência foi transformadora e fundamental para o trabalho em campo.

A coordenadora do projeto, a engenheira florestal Gracialda Costa Ferreira (UFRA), destacou a importância do curso, que é o início para atender a uma grande demanda do mercado.

O impacto na sustentabilidade e no mercado

Segundo Valdinei Bento dos Santos, diretor-executivo do CIPem, qualificar quem identifica as espécies fortalece toda a cadeia produtiva e garante segurança para produtores, órgãos reguladores e consumidores.

Com a conclusão da primeira etapa em Juína e a próxima fase prevista para setembro, em Alta Floresta, Mato Grosso reafirma seu compromisso com o manejo florestal legal e sustentável, que gera emprego, renda e protege a biodiversidade.

Compartilhe esta notícia

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.