Consumo das famílias cai e freia crescimento do PIB no 2º trimestre
O crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026 desacelerou, registrando alta de 0,5%, uma redução significativa em comparação ao crescimento de 1,1% observado no primeiro trimestre do ano.
A diminuição foi influenciada principalmente pela queda de 0,4% no consumo das famílias, que é um dos principais motores da economia nacional, impactando diretamente o setor de serviços, o maior do país, seguido pela indústria e agropecuária.
Apesar da alta empregabilidade, com o desemprego em queda para 5,3%, o consumo foi prejudicado pela elevação da taxa básica de juros, a Selic, que está em 14% ao ano, além do nível elevado de endividamento das famílias, que atingiu 49,8%, segundo dados do Banco Central.
O setor de serviços cresceu apenas 0,2% no período, mostrando uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o avanço foi de 0,5%. A indústria teve um crescimento modesto de 0,1%, enquanto a agropecuária foi o único setor que apresentou avanço mais expressivo, passando de 2% para 2,8%.
Dentro da agropecuária, destacaram-se o bom desempenho da pecuária e o aumento na produção de soja (5,3%) e café (15,1%), conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE em agosto. No entanto, culturas como arroz e algodão apresentaram recuo.
A formação bruta de capital fixo subiu 1,2%, mas em ritmo inferior ao do trimestre anterior, e as exportações de bens e serviços recuaram 0,8%, o que também colaborou para a desaceleração do PIB.
Em comparação ao ano anterior, o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, desacelerando em relação a 2024, quando o crescimento foi de 3,4%.

Deixe seu comentário