Déficit nas contas públicas fica em R$ 5,5 bilhões em setembro
O setor público do Brasil registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central no Boletim de Estatísticas Fiscais na última quinta-feira (29/10). A dívida bruta do país alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Esse resultado representa uma melhora em relação a agosto, quando o déficit foi de R$ 10 bilhões, o maior desde junho de 2020, período da pandemia da Covid-19. O governo central apresentou superávit de R$ 3,5 bilhões, enquanto governos regionais e estatais registraram déficits de R$ 5,3 bilhões e R$ 3,4 bilhões, respectivamente.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor público consolidado teve déficit de R$ 70,1 bilhões, o que corresponde a 0,52% do PIB, um valor menor que o registrado até agosto.
A dívida bruta do governo geral atingiu R$ 11,1 trilhões, equivalentes a 82,9% do PIB em setembro, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior. Essa dívida inclui o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.
A dívida líquida, que considera as reservas e aplicações financeiras, também cresceu, chegando a 70% do PIB (R$ 9,4 trilhões), com aumento de 0,7 ponto percentual em setembro. Esse acréscimo é resultado dos juros nominais, déficit primário, ajustes da dívida externa líquida, desvalorização cambial e variação do PIB nominal.

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