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Brasil

Dino determina PF investigar apoio externo à campanha de Flávio Bolsonaro

Redação BDN
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A Polícia Federal vai apurar uma possível interferência estrangeira para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência da República. A investigação abrange supostas formas de financiamento e o acesso a recursos minerais estratégicos do Brasil como contrapartida pelo apoio.

O inquérito foi aberto por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (27/10). De acordo com o ministro, a investigação deve esclarecer manipulações algorítmicas por empresas de internet que visam favorecer ou prejudicar candidaturas.

A apuração inclui a verificação de recursos financeiros, pessoais ou outras vantagens econômicas vinculadas à campanha de Flávio Bolsonaro.

Entre os pontos a serem investigados estão:

  • As negociações entre representantes da Rockbridge Network e os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang;
  • Conexão entre recursos, serviços ou benefícios entregues à campanha;
  • Identificação dos responsáveis pelo financiamento e publicidade eleitoral estrangeira;
  • Relação das negociações com interesses em minerais críticos;
  • Participantes e motives dos contatos entre a Rockbridge e empresários brasileiros;
  • Manipulações algorítmicas deliberadas para influenciar o processo eleitoral.

O ministro citou especificamente o grupo conservador dos Estados Unidos, Rockbridge Network, que teria participado de negociações para apoiar financeiramente a campanha de Flávio Bolsonaro, intermediadas por Tallis Gomes e Pedro Sang.

Flávio Dino destacou que apoio a candidatos e liberdade de expressão são diferentes de interferências com interesses trocados. Também serão apuradas as possíveis atuações de Tallis Gomes e Pedro Sang como intermediários desse apoio.

A Constituição Federal proíbe que partidos políticos recebam recursos de entidades ou governos estrangeiros. Conforme o ministro, não se admite interferência de Estados estrangeiros em assuntos sob soberania do Brasil, nem efeitos de atos unilaterais estrangeiros fora dos mecanismos previstos na Constituição.

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