Dólar sobe após anúncio de Trump sobre ações econômicas contra Irã
O dólar registrou alta de 0,46% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,20 nesta quinta-feira (20/8). Na véspera, a moeda americana havia caído 0,87%, fechando em R$ 5,17.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão com leve alta, mas apresentou oscilações. Por volta das 11h05, avançava 0,18%, atingindo 168,1 mil pontos, indicando estabilidade no mercado. No pregão anterior, o índice subiu 0,90%, aos 167,8 mil pontos, interrompendo uma sequência de 11 quedas consecutivas.
Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, esse movimento revela cautela entre os investidores. Ela explica que, após a recuperação técnica significativa da véspera, o mercado está realizando lucros. Os investidores aproveitam o momento para garantir ganhos enquanto avaliam se a Bolsa conseguirá manter a recuperação diante de um cenário global incerto.
O ambiente internacional permanece como principal fator de influência nos ativos brasileiros. Rebecca Nossig destaca que o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma operação de isolamento econômico rigoroso contra o Irã, chamada de “Dia D Econômico”, aumentou as tensões globais.
Essa ação promete consequências severas para países que mantiverem negócios, transferências financeiras ou comprarem petróleo do Irã, elevando os temores sobre restrições no mercado de oferta. Como consequência, o preço do petróleo tipo Brent subiu e se manteve acima de US$ 92 por barril.
Para o mercado brasileiro, esse cenário gera duas forças opostas na Bolsa. Por um lado, a alta no preço do barril sustenta as ações das grandes petroleiras, como a Petrobras, que têm grande peso no Ibovespa, ajudando a evitar quedas mais acentuadas. Por outro lado, o aumento abrupto do preço do petróleo implica um risco elevado para a inflação global e nacional.
Se os custos com energia e combustíveis ficarem mais altos no Brasil, a pressão sobre os preços ao consumidor pode acelerar. Nesse contexto, o Banco Central deverá manter uma postura rígida, reduzindo as chances de cortes na taxa Selic.

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