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Política

Ebc nega culpa por erro em programa de Flávio Bolsonaro

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) negou novamente a responsabilidade pela falha de áudio ocorrida durante a transmissão da propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), na última segunda-feira (12). Em comunicado divulgado na quinta-feira (15), a EBC informou que o problema afetou todas as emissoras que participaram da exibição do horário eleitoral gratuito.

Flávio Bolsonaro apresentou uma representação contra a direção da EBC à Justiça Eleitoral na terça-feira (13), solicitando apuração do ocorrido. No entanto, o Ministério Público Eleitoral recomendou o arquivamento do caso ao reconhecer que falhas técnicas acidentais não configuram crime eleitoral.

EBC esclarece como ocorreu o problema

De acordo com a EBC, o erro aconteceu quando a propaganda do PL era exibida às 13h na segunda-feira. A empresa ressaltou que a transmissão estava sob a responsabilidade do grupo de emissoras que distribui o sinal do horário eleitoral naquele dia e horário, que era a TV Senado. A montagem e edição dos vídeos foram feitas por um editor da TV Câmara.

A EBC detalhou que o pool de emissoras é composto por várias empresas de rádio e televisão, coordenado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). Essa organização segue normas determinadas pela Resolução TSE nº 23.610/2019 e pela Resolução nº 23.778/2026, relativas ao plano de mídia do segundo turno das eleições.

Posição do Ministério Público Eleitoral

No parecer, o promotor Paulo Roberto Binicheski afirmou que suspeitas políticas ou vínculos institucionais não são suficientes para comprovar crime intencional. Ele explicou que falhas acidentais em equipamentos ou programas usados na transmissão não configuram infração eleitoral penal sem evidências mínimas de dolo.

Assim, o Ministério Público opinou pelo encerramento da representação criminal, destacando que essa recomendação não implica decisão judicial final.

EBC defende sua diretora-presidente

A nota da EBC também rechaçou as acusações contra a diretora-presidente Antonia Pellegrino, que chefia a empresa desde abril de 2026. A instituição destacou a experiência da dirigente, que é roteirista premiada e possui mestrado em Administração Pública.

Antonia Pellegrino foi diretora de Conteúdo e Programação entre 2023 e 2026, período em que esteve envolvida em projetos importantes na TV Brasil, como o retorno do programa Sem Censura e a cobertura do futebol feminino.

A EBC considerou que as acusações contra a presidente representam uma tentativa de transformar uma falha técnica em perseguição e ressaltou que desqualificações baseadas em relações pessoais, sem provas, podem configurar violência política de gênero.

Por fim, a Empresa Brasil de Comunicação reiterou que não atuou na operação que ocasionou o erro de áudio e reafirmou sua negação de responsabilidade pelo problema registrado durante a propaganda eleitoral.

Fonte: Agência Brasil.

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