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Brasil

Favores de Vorcaro a servidores do Banco Central envolviam viagens a Paris e Disney

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Reprodução

Investigações recentes revelam que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, mantinha uma relação próxima com funcionários do Banco Central. Documentos divulgados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), detalham favores e vantagens oferecidas, incluindo viagens a Paris e à Disney pagas por Vorcaro.

Relatórios da Polícia Federal indicam que Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e seu adjunto, Paulo Sérgio Neves de Souza, auxiliavam Vorcaro na revisão de documentos e lhe forneciam informações privilegiadas.

Mensagens recuperadas do celular de Vorcaro mostram que ele recebia detalhes sobre investigações internas envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Banco Central, fornecidas por contatos no Bacen.

Segundo a Polícia Federal, Belline recebia mensalmente cerca de R$ 100 mil e pagamentos semestrais de R$ 500 mil em um programa de suposta inserção de jovens no mercado financeiro, que a investigação aponta como fachada.

Além disso, Vorcaro teria custeado viagens a Paris para Belline e à Disney para Paulo Sérgio. Em depoimento, Vorcaro confirmou o repasse de recursos para o projeto social vinculado a Belline, mas negou qualquer vantagem indevida.

Questionado sobre transferências de valores ou imóveis, negou ter oferecido vantagens. Ele afirmou que o servidor do Banco Central relatou trabalho com uma associação internacional de pessoas negras em bancos centrais.

O empresário Léo Serrano, da consultoria SL Consulting, declarou à Polícia Federal que Vorcaro gastou US$ 38 mil em serviços de concierge para Paulo Sérgio, o que equivale a aproximadamente R$ 195,7 mil.

Nos últimos dias, o caso gerou movimentações no STF, com o ministro André Mendonça retirando o sigilo das investigações a pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Decisões judiciais envolveram suspensão e retorno de diretores da Polícia Federal e manifestações de diversos órgãos em apoio a esses agentes.

O ministro Fachin também autorizou a entrega de um HD com o material da investigação à presidência e aos demais ministros do Supremo, visando maior transparência sobre o caso.

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