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Esportes

Gaviões da Fiel condena ataque a criança que ganhou camisa de Neymar

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Reprodução / X

Os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, se manifestaram nesta segunda-feira (31/8) sobre um incidente envolvendo uma criança que recebeu uma camisa de Neymar e foi hostilizada por torcedores na Neo Química Arena. A organizada repudiou qualquer forma de intimidação, constrangimento ou violência, especialmente contra crianças.

A torcida declarou que já entrou em contato com a família da criança e convidou o menino a visitar a sua sede como forma de apoio.

Em comunicado, os Gaviões da Fiel ressaltaram que cabe aos pais e responsáveis educar as crianças para manter um comportamento adequado em ambientes esportivos, promovendo o respeito entre os torcedores. No entanto, a torcida afirmou que nada justifica agressões ou ameaças contra uma criança.

A mensagem destacou ainda a importância de se ter ídolos no futebol e relembrou um episódio histórico de 1974, quando a organizada homenageou o jogador Pelé durante um clássico contra o Corinthians no Pacaembu.

O caso ocorreu após o jogo entre Santos e Corinthians no domingo (30/8), quando uma criança corintiana pediu e recebeu uma camisa do atacante Neymar. Após o gesto, o garoto e sua família foram alvo de agressões verbais por parte de torcedores do Corinthians. A situação ficou tão grave que a família precisou deixar o estádio com escolta policial.

Neymar comentou o episódio em entrevista, destacando o caráter da criança e o respeito que tem pelos torcedores de todas as equipes: “Foi um menino que é corintiano, uma criança, independente do time que torce, rival ou não, quando gosta de um atleta, pode me admirar em vários momentos, faz parte. A faixa dizia: ‘Sou muito corintiano, mas seu fã’. Eu prometi e acabei dando. É um respeito não só pelo torcedor mirim, pelo corintiano”, afirmou o atacante.

Os Gaviões da Fiel finalizam reafirmando seu compromisso com o respeito, a democracia e a proteção de crianças e adolescentes, e ressaltam que nenhuma paixão por um clube pode justificar atos de covardia contra crianças.

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