Governo investiga 45 casos de violência política após eleições
O governo federal informou nesta quarta-feira (28) que intensificará as investigações sobre episódios de violência política no país ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais. Foram registrados 45 casos, incluindo dez mortes, associados à intolerância política e eleitoral.
Os eventos ocorreram entre os dias 24 e 25 de novembro, logo após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). A Secretaria-Geral da Presidência, representada pelo ministro Guilherme Boulos, junto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comunicou os dados em coletiva realizada em Brasília.
Os casos estão distribuídos em seis categorias: mortes por violência, atropelamentos intencionais, agressões físicas, atentados com armas de fogo, violência contra povos indígenas e abuso de autoridade policial. As regiões com maior número de registros são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
A Polícia Federal (PF) foi acionada para abrir inquéritos que investiguem crimes eleitorais, violência de gênero relacionada à política e violações de direitos humanos. Denúncias serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e, se houver envolvimento de agentes de segurança, as corregedorias responsáveis serão acionadas.
Segundo o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, os casos investigados incluem homicídios, lesões corporais, racismo, agressões físicas e infrações eleitorais. Diversos inquéritos já foram iniciados e as denúncias estão em análise.
O ministério também anunciou medidas para combater a disseminação de conteúdos criminosos na internet. As plataformas digitais deverão cumprir normas para remoção de materiais relacionados a crimes graves, como discuros de ódio, violência contra mulheres e discriminação, conforme o Marco Civil da Internet e decretos presidenciais.
Dentre as ocorrências amplamente divulgadas está a agressão à vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), atingida no rosto durante manifestação, que precisou de atendimento médico. Em outras situações, vítimas e suspeitos possuem ligações políticas distintas, fator que será apurado pelas autoridades.
Os casos seguem em investigação para identificar responsáveis e verificar possíveis motivações políticas por trás dos atos violentos. O compromisso do governo é garantir a punição dos envolvidos e prevenir futuras ocorrências.

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