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Brasil

Kataguiri critica decisão que suspende campanha de Renan

Redação BDN
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Foto: Michelle Bolsonaro pede suspensão de propaganda de Erika Kokay; TRE nega

O deputado federal Kim Kataguiri, do partido Missão de São Paulo, classificou como “dantesca” a suspensão de parte da campanha do candidato à Presidência, Renan Santos, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Kataguiri, o partido pretende apresentar um mandado de segurança para reverter as restrições impostas pelo TSE. “Vamos entrar com um mandado de segurança para que o tribunal, especialmente o presidente, ministro Kassio Nunes, volte atrás nessa decisão que consideramos ilegal e desproporcional”, afirmou o parlamentar.

A decisão monocrática do ministro Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral digital de Renan, a liberação de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates. Além disso, a chapa tem um prazo de 24 horas para esclarecer informações sobre os perfis de redes sociais utilizados na campanha.

O episódio teve início após a divulgação, em 19 de agosto, da inclusão de 18 perfis de redes sociais à documentação da chapa, que havia sido apresentada inicialmente em 7 de agosto. De acordo com a legislação eleitoral, perfis já existentes e informados posteriormente só podem ser usados na propaganda 48 horas após a comunicação oficial ao TSE.

Para Toffoli, há indícios de irregularidades, alegando que Renan teria se beneficiado do uso prematuro dos perfis, o que configuraria uma vantagem indevida. A suspensão da campanha foi justificada como medida necessária até a devida regularização dos perfis.

Kataguiri contestou a decisão, dizendo que o atraso na comunicação não justifica uma medida que compromete a campanha presidencial. Ele também criticou o fato de a decisão ter sido tomada individualmente pelo ministro, defendendo que o caso seja avaliado pelo plenário do tribunal.

Uma reunião entre o advogado do partido, Arthur Rollo, e o ministro Toffoli está marcada para esta terça-feira, dia 1º de setembro, às 16h. A estratégia do partido inclui buscar o apoio dos demais ministros do TSE para revogar as restrições à campanha.

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