Lula aceita liberar sigilo se Flávio Bolsonaro fizer igual
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, incluindo os dados de seus familiares. Essa liberação, contudo, depende que o senador Flávio Bolsonaro tome a mesma atitude.
O documento inclui um período de oito anos e abrange a primeira-dama, Janja Lula da Silva, além dos cinco filhos do presidente: Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Também considera empresas ligadas aos candidatos, tanto como sócios quanto responsáveis financeiros. Entre as empresas associadas a Lula está a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Já Flávio Bolsonaro possui cinco empresas relacionadas, incluindo uma offshore.
Para que o pedido de Lula seja válido, Flávio Bolsonaro deve autorizar a abertura dos dados dele e de seus familiares, que incluem sua esposa Fernanda, seus pais, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a suplente de deputada federal Rogéria Bolsonaro e seus irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
O objetivo é oferecer aos eleitores informações sobre a situação financeira e fiscal dos dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais, que será no dia 25 de junho. Essa ação foi formalizada após Lula assumir o compromisso em debate televisivo e desafiar seu adversário a mostrar seus dados.
O requerimento foi entregue ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques. Durante evento de campanha em São Luís, Lula reforçou sua proposta e questionou se Flávio Bolsonaro aceitará o desafio.

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