Lula critica decisão do TSE sobre bloqueio de canal no WhatsApp
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificou como absurdas e tendenciosas a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão imediata do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.
O canal, administrado pelo deputado André Janones (Avante-MG), atingia 3,2 milhões de seguidores e foi bloqueado após pedido da campanha do deputado Flávio Bolsonaro (PL), que alegou violações de regras e envio em massa de conteúdos falsos.
Essa decisão ocorreu na reta final da campanha presidencial de 2026, acirrando o conflito entre a campanha governista e o Poder Judiciário. Antes de participar de um evento na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula criticou duramente a medida, afirmando que muitos atos contra sua candidatura têm sido tendenciosos.
Lula ressaltou que a Justiça Eleitoral não deve interferir no andamento da campanha e que sua equipe jurídica buscará restabelecer o equilíbrio do pleito na Corte.
Decisão do TSE
A suspensão do canal foi resultado de uma ação apresentada pela coligação de Flávio Bolsonaro, que pediu o cumprimento das normas de conformidade exigidas pelo TSE durante o período eleitoral.
O crescimento rápido do canal — de 55 mil seguidores em 5 de outubro para 3,2 milhões em 10 de outubro — motivou a campanha do PL a apontar que dezenas de denúncias feitas pelo canal não foram respondidas pela Meta no prazo de 24 horas.
A decisão detalhou que o canal operava com um sistema de “comando único” para manipular as redes sociais, incluindo ordens para que seguidores agissem automaticamente para controlar a narrativa digital, instruções para curtir e comentar publicações antes mesmo de visualizá-las e métodos para contornar limitações técnicas da plataforma.
Além disso, mensagens eram apagadas em massa para dificultar a fiscalização, e conteúdos falsos sobre o adversário e boatos sobre cortes sociais foram disseminados repetidamente.
Repercussão e próximos passos
Enquanto a defesa jurídica da coligação de Lula prepara recursos para tentar reverter a decisão no plenário do TSE, a equipe de campanha busca alternativas para mobilizar apoiadores nas redes sociais. O cenário eleitoral segue quente, com o segundo turno marcado para 25 de outubro.

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