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Brasil

Lula e Flávio concordam em quebrar sigilos, decisão depende de Mendonça

Redação BDN
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3 min de leitura
Foto: Renato Pizzutto/Band

As campanhas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aceitaram as condições propostas para a liberação dos sigilos telefônico e bancário de ambos e de seus aliados.

A decisão final sobre a quebra dos sigilos está nas mãos do ministro relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça.

Uma petição, assinada pelas equipes de Lula e Flávio, garante que a abertura dos sigilos será imediata, total e simultânea para os dois candidatos. O documento prevê que os dados sejam divulgados no dia 22 de outubro. A campanha de Lula já entregou a autorização ao TSE, enquanto a de Flávio confirmou que também liberará as informações até o final do dia.

No pedido oficial, as campanhas solicitam que Mendonça determine a requisição dos dados ao Banco Central do Brasil, instituições financeiras, Receita Federal e operadoras de telefonia, e que sejam divulgados na plataforma oficial do TSE para acesso público.

Lula autorizou a liberação imediata dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua pessoa, de familiares relacionados e da empresa L.I.L.S Palestras, Eventos e Publicações Ltda., além dos demais exigidos pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro autorizou a liberação dos sigilos pessoais, de familiares indicados e de pessoas jurídicas vinculadas a ele, incluindo todas as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. A autorização cobre contas no Brasil e no exterior, onde figure como titular, procurador ou usuário autorizado, incluindo a Alcazar Holdings no Santander.

A pouco mais de três dias do segundo turno, as campanhas buscam transparência para conquistar eleitores. O embate começou no primeiro debate presidencial, quando Lula se comprometeu a liberar seus sigilos caso Flávio fizesse o mesmo.

No documento protocolado, a campanha de Flávio condicionou a liberação de seus dados à divulgação de informações sobre assessores diretos, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, negando sigilo sobre negócios familiares, incluindo empresas do filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

Além disso, pedem transparência sobre a lista de acessos ao Palácio do Planalto e detalhes de uma audiência entre Lula e Daniel Vorcaro, em dezembro de 2024, e a divulgação das despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, incluindo agendas da primeira-dama Janja.

Também solicitam explicações sobre interlocuções da gestão federal com a lobista Roberta Luchsinger e a quebra do sigilo de Frei Chico, sindicalista e irmão do presidente.

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