Lula quer que TSE analise suspensão dos serviços da Embaixada dos EUA
A campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para que seja investigada a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil. A suspensão ocorreu perto do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para o dia 4 de outubro de 2026.
O pedido destaca que a medida gera instabilidade no processo eleitoral. O Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados acusam o governo norte-americano de interferência, citando indícios de envolvimento dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro.
A ação também menciona uma carta dos senadores americanos Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch, que alertou a então administração Trump sobre possíveis interferências nas eleições brasileiras, questionando se o governo reconheceria o resultado oficial e manteria relações diplomáticas normais com o próximo presidente do Brasil.
Segundo a campanha petista, há uma estrutura de intervenção externa organizada em três frentes: comunicacional, institucional e diplomática.
A suspensão dos serviços foi comunicada na noite de quinta-feira (1º/10), alegando motivos de segurança que não foram detalhados. Funcionários da Embaixada dos EUA em Brasília foram orientados a trabalhar remotamente após receberem uma ameaça.
Além da embaixada em Brasília, foram suspensos os atendimentos nos consulados de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, sem previsão para retorno.
No mesmo dia, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região do Distrito Federal para apurar possíveis riscos a instalações diplomáticas dos EUA, mas não encontrou evidências que confirmassem tais ameaças. As investigações continuam.
Após a decisão americana, a Embaixada da Austrália também fechou suas portas em Brasília, seguindo a mesma justificativa de segurança. O Reino Unido emitiu um alerta de viagem ao Brasil, recomendando que seus cidadãos evitem participar de comícios e manifestações durante as eleições devido à possibilidade de protestos.
O Canadá atualizou seu alerta de viagem, aconselhando cautela durante o período eleitoral e destacando a decisão dos EUA.
Autoridades de vários países recomendam que a população internacional siga as orientações das autoridades locais e acompanhe as notícias para garantir a segurança.

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