Máquinas com leitura rápida facilitam a preparação da safra em Mato Grosso
No ranking nacional de produção de grãos, Mato Grosso está adotando novas tecnologias para reduzir o desperdício nas lavouras. Após a colheita do milho e algodão, os produtores de Diamantino voltaram sua atenção para o plantio da soja, utilizando robótica e inteligência artificial para combater as ervas daninhas, que causam prejuízos significativos.
Segundo dados da Embrapa, pragas, doenças e plantas invasoras podem reduzir em 13% a 15% a produção potencial dos grãos, resultando em uma perda anual de R$ 60 bilhões para a agricultura brasileira. Para enfrentar esse desafio, uma nova geração de máquinas pesadas foi desenvolvida.
Essas máquinas usam barras de 40 metros com câmeras de alta velocidade que escaneiam o terreno em tempo real. O sistema identifica rapidamente as plantas daninhas e dispara o químico apenas sobre as folhas invasoras, evitando o uso desnecessário de produtos nas áreas onde não há pragas.
Essa tecnologia traz dois benefícios importantes para as fazendas da região. De acordo com Renato Granato, diretor comercial da concessionária Áster (John Deere), a tecnologia pode reduzir em até 90% o volume de produto aplicado, diminuindo os custos por hectare e reduzindo o impacto ambiental do cultivo.
Além disso, antenas de satélite instaladas nas cabines das máquinas enviam relatórios da operação para a nuvem, mesmo em locais sem sinal de celular. Isso permite que os produtores acompanhem com precisão os insumos aplicados, otimizando o controle e o planejamento da lavoura.

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