Marinho afirma que decisão de Dino beneficia Lula na polêmica sobre Nossa Senhora
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar uma publicação do humorista Antonio Tabet relacionada à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, neste domingo (27/9).
Marinho, coordenador da campanha do presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusou o ministro de agir para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para o senador, o ministro do STF está desrespeitando regras e a Justiça Eleitoral para permitir a circulação de conteúdo considerado falso em benefício do grupo político de Lula nas eleições.
A decisão de Dino derrubou a ordem do ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia solicitado a remoção dessas publicações.
O caso começou quando publicações na internet afirmaram que o senador Flávio Bolsonaro estaria tentando retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
A postagem do humorista Antonio Tabet mencionava: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”, sem citar diretamente o nome do senador.
Mendonça ordenou a retirada dessas publicações e estendeu a medida para que plataformas removam conteúdos que relacionem Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida.
Após essa decisão, Dino revogou a medida, argumentando que não havia provas suficientes para restringir a liberdade de expressão tão amplamente.
Em nota, Marinho declarou que em plena disputa eleitoral o STF não pode ser usado para interferências políticas, destacando contradições na atuação do tribunal.
A campanha de Flávio Bolsonaro negou a tentativa de retirada do título da padroeira e informou que entrou com representação na Justiça Eleitoral para responsabilizar os envolvidos com propaganda desinformativa.

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