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Polícia Sorriso

Médico é acusado de planejar ataque contra promotora em Mato Grosso

Redação BDN
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Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, médico preso preventivamente pela morte da namorada Ketlhyn Vitória de Souza, de 15 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso por suposto plano para atacar a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo.

A denúncia recebida pela Justiça nesta sexta-feira (23) iniciou uma ação penal contra o médico. Segundo o Ministério Público, Bruno teria buscado outro detento para saber se alguém aceitaria cometer o crime, oferecendo uma quantia alta para a execução do plano.

O suposto pedido ocorreu em 30 de junho de 2026, no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo, onde Bruno está detido.

Objetivo de intimidar a promotora

De acordo com a acusação, o médico estava insatisfeito com a atuação da promotora em um processo judicial e não queria que ela participasse de uma sessão do Tribunal do Júri. Durante o banho de sol, teria perguntado a outro preso sobre alguém que pudesse realizar o ataque e ofereceu pagamento alto, utilizando recursos de uma herança futura.

O Ministério Público entende que a atitude visava intimidar a promotora e dificultar o trabalho dela.

Entendimento da Justiça sobre a denúncia

O juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, avaliou que a denúncia tem elementos suficientes para continuar a ação penal, mas destacou que outras pessoas ouvidas não confirmaram a ameaça.

A credibilidade dos relatos será analisada durante o processo, com direito à defesa e avaliação das provas.

Bruno será notificado para responder à acusação em até dez dias. O recebimento da denúncia não indica condenação nem comprovação definitiva dos fatos.

Ligação com morte de adolescente em Guarantã do Norte

Bruno responde ainda por outro processo pela morte de Ketlhyn Vitória de Souza, ocorrida em 3 de maio de 2025, em Guarantã do Norte, cerca de 715 km de Cuiabá.

A jovem foi atingida por um disparo de arma de fogo dentro de um carro. Segundo as investigações, eles voltavam de uma festa após consumir bebida alcoólica, e Ketlhyn dirigia sentada no colo de Bruno, que manuseava a arma.

Ele foi indiciado por sete crimes, incluindo feminicídio com dolo eventual, porte ilegal de arma, disparo de arma, dano ao patrimônio público, fornecimento de bebida alcoólica a menor, entrega de veículo a pessoa não habilitada e condução sob influência de álcool.

Na época, alegou que o disparo foi acidental e que não sabia que a arma estava municiada.

Bruno se apresentou à polícia em 5 de maio de 2025, quando teve mandado de prisão cumprido, que foi convertido em prisão preventiva no dia seguinte.

Ele permanece preso em Peixoto de Azevedo, e as investigações sobre a morte da adolescente e a suposta coação contra a promotora tramitarão separadamente.

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