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Brasil

MPT recebe milhares de denúncias de assédio eleitoral em 2026

Redação BDN
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2 min de leitura
Foto: Ministério Público do Trabalho (MPT)

O Ministério Público do Trabalho (MPT), o governo federal e o Judiciário trabalhista anunciaram nesta quarta-feira um conjunto de ações para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, uma prática que cresceu após o segundo turno das eleições de 2026.

Até esta quarta, o MPT registrou 3.080 denúncias de assédio eleitoral, das quais 1.143 foram feitas desde a segunda-feira, um dia após o resultado das eleições.

São Paulo lidera com 575 denúncias, seguido por Minas Gerais com 316, Paraná com 303 e Rio de Janeiro com 229. Juntos, os cinco estados com mais casos somam 1.604 denúncias, mais da metade do total. Apenas São Paulo é responsável por cerca de 19% dos relatos. A maioria das ocorrências foi registrada em outubro, totalizando 2,3 mil denúncias.

Segundo o procurador do MPT Maurício Coentro, o órgão já recebe denúncias desse tipo desde 2018, especialmente em períodos eleitorais, mas o volume deste ano aumentou significativamente após o segundo turno.

O governo informou que empresas flagradas praticando assédio eleitoral podem sofrer restrição de crédito e anunciou que estuda criar uma “lista suja” para promover transparência sobre essas empresas.

Em coletiva no Ministério da Justiça e Segurança Pública, também foram apresentados dados sobre violência política. O governo registrou 45 casos, incluindo 10 mortes, sendo três de indígenas, principalmente entre os dias 25 e 26 de outubro, logo após a divulgação dos resultados eleitorais.

Foram registrados sete atropelamentos intencionais, 14 casos de agressão física, cinco atentados a tiros, coação contra povos indígenas e abusos policiais, com os estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina liderando as ocorrências.

O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que os ataques foram cometidos por apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro e garantiu que “não haverá impunidade”.

O governo informou que pedirá a centralização dos processos na Procuradoria-Geral da República (PGR) e acionará a Polícia Federal para identificar os responsáveis pelos crimes federais. Também exigirá que as corregedorias afastem e punam policiais envolvidos.

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