Orçamento de 2027 deve incluir R$ 6 bilhões para os Correios
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 deverá garantir um investimento de R$ 6 bilhões nos Correios. A previsão foi anunciada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Esse valor atende a uma exigência prevista em contrato firmado com instituições financeiras, que concederam um empréstimo de R$ 12 bilhões à estatal em 2025.
O acordo estabelece que a União deve injetar recursos para reforçar o caixa da empresa até o final de 2027. A equipe econômica considera essa inclusão necessária para evitar o descumprimento da cláusula contratual, o que poderia antecipar o vencimento da dívida.
O aporte funcionará como uma garantia adicional para os credores sobre a capacidade de pagamento dos Correios, que passam por um processo de reestruturação financeira. A estatal tem acumulado prejuízos nos últimos anos e busca reforçar seu caixa para manter as operações e reorganizar suas despesas.
Essa decisão pode aumentar a pressão sobre o Orçamento de 2027, pois os Correios são uma estatal não dependente e essa capitalização compete no cálculo do resultado primário com outras despesas públicas.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o ministro Bruno Moretti adiantou que a proposta orçamentária para o próximo ano deve prever um superávit de até R$ 20 bilhões, já considerando despesas excluídas do cálculo da meta de superávit primário, chamados créditos extraordinários.
Inicialmente, havia dúvidas sobre contabilizar o aporte em 2026 ou 2027. No entanto, com a aprovação do Projeto de Lei Complementar dos combustíveis, que abriu espaço de R$ 10 bilhões para 2027, foi possível acomodar essa despesa no próximo ano.
A proposta orçamentária será enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto e será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde poderão ocorrer ajustes.

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