Pai de Vorcaro pede liberdade ao STF por piora na saúde
A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez um novo pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para que seja revogada a prisão preventiva ou que ele tenha direito a prisão domiciliar.
Os advogados justificam o pedido alegando agravamento nos problemas de saúde de Henrique e questionam a falta de reavaliação da necessidade de mantê-lo preso.
Henrique Vorcaro está detido desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG). A prisão foi determinada pelo ministro do STF André Mendonça. Segundo a Polícia Federal, ele teria financiado e solicitado serviços de um grupo investigado por ameaças, intimidações e obtenção ilegal de informações.
O pedido da defesa inclui um relatório médico recente apresentado em 28 de outubro pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que detalha internações e crises constantes de diverticulite, uma inflamação no intestino grosso. O médico relatou indicação para cirurgia que não foi realizada e destacou os riscos graves da doença, como perfuração intestinal, que necessita de intervenção rápida.
Os defensores ressaltam que o presídio não oferece condições adequadas de tratamento e nem atendimento hospitalar imediato em emergências. Além disso, informam que Henrique sofre de hipertensão, doença arterial coronariana e que teve um episódio de amnésia em março, que exigiu internação em unidade de terapia intensiva.
A defesa também afirma que já comunicou ao STF crises de diverticulite, dores de cabeça, pressão alta e perda de memória. Destacaram ainda um período em que o medicamento para hipertensão deixou de ser fornecido por mais de uma semana, mesmo estando disponível na unidade prisional.
Os advogados admitem que o ministro Fachin pode estabelecer restrições caso autorize a prisão domiciliar. Também destacam que o prazo para reavaliação da prisão, fixado em 90 dias, já expirou, e que pedidos de revisão feitos desde agosto não tiveram resposta.
A defesa contesta ainda as acusações de tentativa de silenciar testemunhas, negando qualquer conduta ativa ou violenta com esse objetivo.
Além disso, pedem que os ministros analisem recurso protocolado em julho que questiona os fundamentos para a prisão preventiva.

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