Polícia Civil investiga facção que treina membros para ataques em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou a Operação Ruptura nesta quinta-feira (15) para desmontar uma facção criminosa acusada de tráfico de drogas e de treinar seus integrantes para enfrentar grupos rivais armados.
Foram cumpridas 28 ordens judiciais, incluindo oito mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e nove medidas cautelares diversas da prisão.
As ações ocorreram em vários municípios: Rondonópolis, Mirassol d’Oeste, Querência, Tangará da Serra, Jaciara, Colniza e Arenápolis, baseadas em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Início da investigação
Segundo a polícia, a investigação começou em setembro de 2025 após uma abordagem na BR-364, em Jaciara, quando pessoas em um veículo informaram estar a caminho de Rondonópolis para um treinamento promovido pela facção com foco em ações violentas contra rivais.
Com autorização judicial, foram analisados dados de celulares apreendidos, que ajudaram a identificar a rede criminosa atuante em diferentes cidades de Mato Grosso.
Centro de apoio e conexões
De acordo com a delegada Anna Paula Marien, Rondonópolis servia como ponto de apoio para as atividades do grupo, incluindo os treinamentos. A investigação também apontou vínculos com uma organização criminosa na região de Mirassol d’Oeste.
A delegada explicou que há evidências de comércio e distribuição de drogas, controle territorial de pontos de venda, divisão dos lucros e cobrança de contribuições para a facção.
Provas coletadas
Durante a investigação, a polícia encontrou conversas entre os suspeitos, imagens, comprovantes de transferências eletrônicas e registros das atividades ilícitas. Essas provas auxiliaram a entender a estrutura do grupo e suas funções nas cidades investigadas.
Os envolvidos são acusados de tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.
Objetivo da operação
A Operação Ruptura busca enfraquecer a ação da facção, diminuir o tráfico e a mobilização dos membros, além de reunir novas evidências para as investigações.
O trabalho é coordenado pela Derf de Rondonópolis com apoio das delegacias regionais de Cáceres, Água Boa e Tangará da Serra, e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
As apurações seguem para esclarecer a participação dos suspeitos e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

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