Presidente do Fluminense comenta decisão sobre apostas no STF
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, falou nesta quarta-feira (4/11) sobre sua posição a respeito das apostas esportivas, após audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele publicou uma nota nas redes sociais para explicar suas declarações, defendendo um período para adaptação sobre o fim da publicidade das casas de apostas no esporte.
Montenegro explicou que o Fluminense participou da manifestação junto com outros 14 clubes da Série B. Ele reconheceu que as apostas podem causar problemas para famílias endividadas, mas ressaltou os prejuízos para os trabalhadores do futebol que podem surgir com o fim abrupto das receitas geradas pelo setor. “Minha crítica foi sobre a forma como a Medida Provisória foi feita: encerrar uma atividade regulada, sem período de transição, provoca graves efeitos econômicos e sociais que poderiam ser evitados”, afirmou. Ele adicionou que, com um período de adaptação, muitos desses impactos poderiam ser reduzidos.
Durante a audiência, o dirigente comentou: “O sofrimento de uma família endividada não pode ser maior do que o sofrimento de uma família que enfrenta o desemprego devido à perda de receita no futebol, especialmente nos clubes menores”.
Na sua nota, Mattheus Montenegro esclareceu que o Fluminense não agiu sozinho, mas sim acompanhado dos demais clubes da Série B. Ele mencionou que sua preocupação é com os funcionários dos clubes menores do Rio de Janeiro, muitos dos quais desempenham funções humildes e dependem da estabilidade do setor esportivo.
O dirigente ainda destacou que experiências internacionais previstas para limitar publicidade de apostas reservaram pelo menos dez meses para transição, enquanto no Brasil esse prazo foi de apenas dez dias. Além disso, reconheceu a importância de abordar os impactos sociais das apostas sobre as famílias, mas reforçou a necessidade de considerar também os trabalhadores e as consequências do fim brusco das receitas do setor.
Em resumo, Montenegro defende a adoção de um período justo para adaptação às novas regras, a fim de minimizar os efeitos negativos sobre o esporte e seus profissionais.

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