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Agronegócio

Safra de milho em MT alcança 58 milhões de toneladas e bate novo recorde

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A produção de milho em Mato Grosso atingiu um recorde histórico na safra 2025/26, com 58,04 milhões de toneladas colhidas, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (31). O volume representa um aumento de 4,69% em relação à safra anterior.

O crescimento foi impulsionado pela ampliação da área plantada, que chegou a 7,43 milhões de hectares, e pela melhora na produtividade média, que atingiu 130,11 sacas por hectare. A colheita foi finalizada no dia 21 de agosto, beneficiada pelo prolongamento das chuvas nas principais regiões produtoras.

Gabriel Brandão, analista de milho do Imea, afirma que a combinação de aumento de área e produtividade resultou no novo recorde: “Tivemos condições climáticas favoráveis que permitiram esse desempenho da safra”.

Para a temporada 2026/27, a previsão é de crescimento leve na área cultivada, passando para 7,48 milhões de hectares, mas com uma produtividade estimada menor, cerca de 119,64 sacas por hectare, o que pode reduzir a produção para 53,68 milhões de toneladas.

O analista destaca que o clima e a janela de plantio são fatores de atenção para o próximo ciclo, especialmente devido à possível influência do El Niño, que pode atrasar o plantio da soja e afetar a semeadura do milho.

Em relação ao consumo, houve crescimento na demanda interna, que alcançou 23,27 milhões de toneladas em 2025/26, impulsionada pela indústria de etanol de milho. Para 2026/27, a expectativa é que esse consumo interno aumente para 27,04 milhões de toneladas, ultrapassando as exportações do estado, que devem cair para 17,50 milhões de toneladas.

Gabriel Brandão ressalta que esse avanço representa uma transformação no mercado do milho em Mato Grosso, já que a indústria local está crescendo e fortalecendo a demanda interna.

Por fim, a projeção para os estoques finais na próxima safra é mais baixa, com cerca de 285,08 mil toneladas, indicando uma oferta mais apertada diante do aumento da demanda.

O especialista reforça a importância do acompanhamento próximo do mercado por produtores e agentes da cadeia para enfrentar os desafios previstos.

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