Secretário afastado por defender prisão de eleitores do PT no Maranhão
Sargento James Mota da Silva, secretário municipal de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, foi afastado do cargo e de suas funções na Polícia Militar após a divulgação de áudios em que ele defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
Nos áudios, James Mota caracteriza os integrantes do PT como “inimigos da polícia” e sugere que a detenção dos eleitores servirá para intimidar outros apoiadores do partido. Ele chega a incentivar colegas policiais a realizar prisões, afirmando que prender um apoiador gerará medo entre os demais.
Em outra gravação, o ex-secretário revela ter abordado pessoas distribuindo santinhos de Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro turno das eleições, estimulando que os policiais não fiquem passivos diante da situação.
Além das gravações com James, há o áudio de uma pessoa não identificada que solicita a mobilização da Guarda Municipal para efetuar as prisões.
Após a repercussão, o prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles, determinou o afastamento imediato de James Mota das funções na prefeitura. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão acionou a Polícia Federal para investigar o caso. O governador do estado, Carlos Brandão, também ordenou uma apuração detalhada das declarações.
Em nota oficial, James assumiu ter enviado os áudios, mas alegou que se tratava de uma “brincadeira” entre policiais em um grupo fechado, onde há manifestações políticas diversas, inclusive de eleitores do PT, usada como forma de interação entre os membros.
O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, informou que a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral contra o ex-secretário para que as autoridades analisem e, se necessário, investiguem os fatos.

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