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Agronegócio

Soja sustentável cresce em Sorriso com apoio do CAT

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Em Sorriso, no Médio-Norte de Mato Grosso, a produção de soja ganha novo impulso com práticas agrícolas que aliam sustentabilidade e produtividade. A Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) atua há 24 anos para mudar a forma de cultivo na região, valorizando o uso consciente do solo e a conservação ambiental.

Desde a sua criação, o CAT Sorriso mobiliza produtores rurais para implementar o Sistema de Plantio Direto, que mantém a palhada das culturas na superfície da terra, reduzindo a erosão causada pelas chuvas intensas do Cerrado e preservando recursos naturais como água e nutrientes do solo.

Darcy Ferrarin, produtor rural e primeiro presidente do CAT, destaca a importância do sistema para o Cerrado mato-grossense: “O solo desprotegido sofria grandes erosões durante as chuvas fortes. Com o plantio direto, conseguimos evitar que a terra fosse levada para rios e nascentes, além de economizar diesel e reduzir outros custos.”

O avanço do método refletiu em dados expressivos. A safra 2024/2025 registrou 686 mil toneladas de soja certificadas pelo padrão internacional RTRS. O número de fazendas certificadas subiu de 9 para 53 entre 2015 e 2025, totalizando cerca de 290 mil hectares.

Além dos ganhos ambientais, os produtores obtiveram R$ 37,5 milhões em bonificações financeiras, reforçando que a sustentabilidade também é vantajosa economicamente. Em pesquisas da Embrapa Agrossilvipastoril, o sistema mostrou reduzir a perda de solo e água em comparação ao cultivo tradicional, além de diminuir o consumo de combustível em até 50 mil litros por safra.

Dione Castro, cientista da Embrapa, explica que as operações de preparo do solo são reduzidas, o que aumenta a agilidade nas safras e melhora a eficiência. Ele reforça a necessidade de manter cobertura vegetal diversificada para maior proteção do solo e maior acúmulo de carbono na terra.

O CAT Sorriso também atua em projetos de agricultura regenerativa, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e recuperação de áreas de preservação permanente. A associação segue trabalhando para equilibrar produtividade e respeito ao meio ambiente, mostrando que é possível produzir alimentos de qualidade com responsabilidade.

Darcy Ferrarin conclui: “Hoje contamos com tecnologia de ponta e consciência ambiental para garantir um futuro sustentável para o agronegócio e para a região.”

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