Superávit da balança comercial de 2026 tem nova previsão de US$ 84,4 bilhões
O governo atualizou a expectativa para o superávit da balança comercial brasileira em 2026, que passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A principal razão para a redução da projeção foi a queda no preço do petróleo no mercado internacional. Apesar da revisão para baixo, o saldo projetado representa um crescimento de 24% em relação aos US$ 68,1 bilhões registrados em 2025.
Em setembro, o Brasil alcançou um superávit de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro dos US$ 3,14 bilhões obtidos no mesmo mês do ano anterior.
A variação dos preços do petróleo Brent, referência internacional, impacta diretamente a balança comercial brasileira devido ao país atuar tanto como exportador de petróleo bruto quanto importador de derivados.
Segundo a nova estimativa do MDIC, as exportações devem totalizar US$ 382,5 bilhões, contra US$ 394,4 bilhões previstos anteriormente. Já as importações foram revisadas de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
O recuo esperado nas exportações é de US$ 11,9 bilhões, enquanto as importações devem diminuir US$ 6,3 bilhões. Mesmo assim, as vendas externas devem crescer 9,8% em comparação a 2025, e as compras do exterior, 6,4%.
Se confirmada, essa será a segunda maior marca histórica para o superávit comercial, atrás apenas dos US$ 98,9 bilhões alcançados em 2023.
Esta é a segunda revisão do MDIC no ano, após a previsão inicial de US$ 72,1 bilhões ter sido elevada para US$ 90 bilhões em julho.
Para atingir o saldo esperado, o Brasil terá de registrar um superávit na faixa de US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, valor semelhante aos US$ 21,8 bilhões acumulados no último trimestre de 2025.
Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, afirmou que a nova projeção está alinhada ao desempenho observado até o mês de setembro. ‘Estamos prevendo três meses à frente. Então, é natural que esses números se aproximem e tenhamos já um cenário bastante consolidado para o que vai ser o fechamento do ano’, disse o diretor.
O superávit comercial em setembro foi o maior desde junho, com exportações de US$ 34,42 bilhões, aumento de 12,9% em relação a setembro do ano anterior. As importações somaram US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%.
A valorização dos preços dos produtos exportados contribuiu para o desempenho positivo, com aumento médio de 9,9% nos preços e crescimento de 2,3% no volume exportado. Considerando a média diária, as exportações cresceram 18,3%.
O petróleo bruto teve papel de destaque, com exportações de US$ 6,49 bilhões, crescimento de 77,3% em comparação a setembro do ano passado.

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