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Política

Tecnologia ajuda a proteger o voto nas eleições

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A evolução tecnológica tem levado a Justiça Eleitoral a atualizar normas para garantir o sigilo do voto, assegurado pela Constituição Federal. O objetivo é evitar que aparelhos que registrem ou divulguem informações exponham a escolha do eleitor.

A proibição do uso de dispositivos eletrônicos na cabine de votação existe há anos, mas a chegada de aparelhos mais discretos motivou novas regras. Tribunais eleitorais detalham procedimentos para equipamentos que antes não eram considerados.

TRE-DF define regras para novos dispositivos

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) publicou resolução que especifica a aplicação das normas para celulares, relógios inteligentes, óculos inteligentes, pulseiras conectadas, fones de ouvido, câmeras corporais, microcâmeras e acessórios com câmeras, microfones ou recursos de comunicação. Segundo o tribunal, a medida não cria restrições novas, mas adapta a regulamentação às mudanças tecnológicas para manter o voto secreto.

Orientações do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe a entrada na cabine de votação com celulares, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto. A regra evita registros dentro da cabine e práticas como compra de votos.

Celulares podem ser usados para apresentar o e-Título ou documentos digitais durante a identificação. Após isso, o aparelho deve ser desligado e entregue à mesa receptora, ficando guardado até o fim da votação.

Uso permitido e recomendações

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem usar tecnologias assistivas, desde que os equipamentos não registrem ou transmitam informações sobre o voto.

A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a levar apenas os documentos necessários e, se quiserem, anotações em papel com os números dos candidatos. Antes de entrar na cabine, qualquer aparelho eletrônico suspeito deve ser desligado e entregue aos mesários.

Com essas medidas, a Justiça Eleitoral busca garantir que a tecnologia não comprometa o voto livre, individual e secreto nas eleições brasileiras.

Agência Brasil

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