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Valdemar diz que é comum indicar emendas a deputados

Redação BDN
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu neste sábado (11/7) que costuma sugerir a deputados o direcionamento de recursos por meio de emendas parlamentares. Em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura possíveis indicações irregulares de verbas, Valdemar afirmou que essa prática é comum e informou que atua apenas como intermediário de pedidos feitos por prefeitos.

A investigação levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ordenar o bloqueio de mais de R$ 119 milhões em bens do dirigente. Além disso, foi determinada a suspensão da execução de 21 emendas parlamentares que, conforme as apurações, teriam sido indicadas por Valdemar.

Segundo a Polícia Federal, funcionava uma estrutura informal na Câmara dos Deputados que permitia ao presidente do PL indicar o destino das emendas mesmo sem ocupar cargo eletivo. A apuração sugere que Valdemar usava servidores da Casa para operacionalizar a destinação dos recursos.

Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar negou qualquer irregularidade e explicou que seu papel é encaminhar aos parlamentares pedidos feitos por prefeitos que buscam recursos para suas cidades. “Nós sugerimos que possa doar para esses municípios. Isso é só política. Eu recebo os prefeitos e avalio quem precisa mais e quem precisa menos”, disse ele.

O presidente do PL afirmou ainda que os pedidos são atendidos tanto por meio de emendas individuais dos deputados do partido quanto por emendas de comissão sob comando da legenda.

Após levantar as demandas dos prefeitos, Valdemar encaminha sugestões à liderança partidária, responsável pela indicação formal dos recursos. “Isso é normal em todo partido político. Quando não têm ajuda, os prefeitos pedem ao presidente do partido, que tem mais força com os deputados. A liderança faz as indicações e atende às sugestões possíveis”, explicou.

Valdemar também negou pressões para que deputados cedam parte de suas emendas à direção do partido. “Não houve pressão. Alguns deputados deixam suas emendas com os líderes, outros não conseguem doar”, afirmou.

Ele reiterou que sua atuação limita-se a organizar os pedidos dos prefeitos. “Eles vêm a mim em busca de recursos. Faço a relação do que pode ser atendido e sugiro à liderança, que discute as indicações”, falou.

Como exemplo, citou a solicitação de recursos para o Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, que teria sido atendida pelos deputados. “Pedi e os parlamentares atenderam. É uma prática política normal”, declarou.

Valdemar mencionou ainda um acordo que tinha com o deputado federal Tiririca (SP), hoje no PSD e ex-integrante do PL. Segundo ele, como o parlamentar não mantinha relação direta com prefeitos, cedia parte de suas emendas para demandas indicadas pela direção do partido. “Tiririca não tem voto de prefeito. Ele pegava as emendas e sugeria que ele desse”, explicou.

Valdemar finalizou garantindo que todas as indicações feitas por ele são sérias e seguem critérios técnicos rigorosos. “Só coisas sérias. Todas estão sendo executadas. Essa prática sempre existiu”, concluiu.

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