Alcolumbre defende união durante pressão por impeachment de Moraes
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participou na segunda-feira (7/9) das comemorações do Dia da Independência em Brasília (DF). Ele esteve ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Em suas redes sociais, Alcolumbre destacou a importância do diálogo, do respeito às diferenças e da união entre as autoridades e a população. Ele ressaltou que o Brasil é plural e que somente com respeito e união será possível construir um país mais forte, desenvolvido e com mais oportunidades para todos.
Apesar da manifestação pela união, Alcolumbre enfrenta forte pressão para dar andamento a pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que menciona supostas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro, a cobrança sobre o presidente do Senado aumentou.
No entanto, Alcolumbre tem resistido em pautar o processo de impeachment. Enquanto isso, na Avenida Paulista, em São Paulo, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou um ato que pedia o afastamento de Moraes e criticava sua atuação.
Durante o ato, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que vai ao Amapá, terra natal de Alcolumbre, para realizar um protesto e reforçar a pressão para que o presidente do Senado coloque o pedido de impeachment em votação. Ferreira afirmou que a população deseja o afastamento de Alexandre de Moraes.
Mesmo diante da pressão, Alcolumbre indicou que não pretende iniciar o processo de impeachment imediatamente. Ele comentou que há atualmente 109 pedidos de afastamento contra ministros do STF, número que considerou anormal, mas não sinalizou mudanças em relação ao caso de Moraes.

Deixe seu comentário