Brasil gera 121 mil empregos com carteira assinada em setembro
O Brasil criou 121.305 novas vagas de emprego formal, com registro em carteira, no mês de setembro deste ano, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (4/11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Este resultado representa o pior desempenho para o mês de setembro desde 2020, início da série histórica atual. Em setembro de 2025, por exemplo, foram gerados 214,6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.
A queda em relação ao mesmo mês do ano passado chega a 43%. Quando comparado com agosto de 2026, que teve um saldo de 161.062 empregos formais, a redução é de 24,68%.
O saldo positivo em setembro decorreu de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Desses postos, 78,1% foram considerados típicos, enquanto 21,9% foram não típicos, categoria que inclui trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30 horas semanais.
Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil registrou a criação de 1.248.914 empregos formais, contra 1.731.398 no mesmo período do ano anterior, uma queda de 27,9%.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribui a desaceleração na geração de empregos principalmente às taxas de juros praticadas no país. Segundo ele, os juros elevados têm prejudicado a economia, impactando o ritmo dos investimentos e, consequentemente, a criação de vagas. Ele também destacou que o crescimento do comércio online contribui para a diminuição das oportunidades formais.
No mês de setembro, quatro dos cinco principais setores econômicos registraram saldo positivo. O destaque ficou para:
- Serviços: criação de 81.241 vagas, impulsionada pelas atividades administrativas, saúde e transporte;
- Indústria: aumento de 19.285 postos, especialmente na fabricação de alimentos;
- Comércio: saldo positivo de 15.967 vagas, liderado pelo comércio varejista;
- Construção: 9.468 novas vagas, com destaque para obras de infraestrutura e serviços especializados.
A única área que teve balanço negativo foi a agropecuária, com perda de 4.381 empregos formais.
Quanto à distribuição por gênero, a geração de vagas foi mais favorável para as mulheres, com 62,9 mil novos empregos, contra 59,1 mil para os homens.
No cenário regional, 26 unidades da federação apresentaram crescimento no emprego formal, com destaque em números absolutos para São Paulo, Pernambuco e Alagoas. As maiores taxas de crescimento foram observadas em Alagoas (2,47%), Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). Já as menores taxas ficaram em Maranhão (0,10%), Goiás (0,02%) e Rio Grande do Sul (-0,10%).
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, apresentando uma leve queda de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto. Trabalhadores em vagas típicas receberam, em média, R$ 2.480,24, valor 2,09% superior à média geral. Já os empregados em vagas não típicas tiveram salário médio de R$ 2.054,61, 15,4% abaixo da média total.

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