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Brasil gera 121 mil empregos formais em setembro

Redação BDN
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Brasil registrou a criação de 121.305 vagas de emprego formal em setembro deste ano, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Este número representa o pior desempenho para o mês de setembro desde 2019 e o pior resultado da série histórica iniciada em 2020. No mesmo período do ano passado, foram criados 214,6 mil empregos formais.

Em relação a setembro de 2022, houve uma queda de 43% na criação de empregos. Já em relação a agosto deste ano, quando foram gerados 161.062 empregos, a redução foi de 24,68%.

O saldo do mês é resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Deste total, 78,1% dos postos foram classificados como típicos, enquanto 21,9% foram não típicos, categoria que inclui trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com jornada de até 30 horas semanais.

Quatro dos cinco setores econômicos tiveram saldos positivos em setembro:

  • Serviços: +81.241 vagas, impulsionadas por atividades administrativas, saúde e transportes;
  • Indústria: +19.285 vagas, principalmente na fabricação de alimentos;
  • Comércio: +15.967 vagas, destacando o comércio varejista;
  • Construção: +9.468 vagas, com foco em obras de infraestrutura e serviços especializados.

O único setor que registrou perda foi a agropecuária, com 4.381 vagas a menos.

O saldo de vagas favorou mais as mulheres, que tiveram a criação de 62,9 mil empregos, em comparação com 59,1 mil para os homens.

Em setembro, 26 unidades federativas apresentaram crescimento nas vagas de emprego. Destaque para São Paulo, Pernambuco e Alagoas, que tiveram os maiores números em termos absolutos. As maiores taxas de crescimento estão em Alagoas (2,47%), Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). Já Maranhão (0,10%), Goiás (0,02%) e Rio Grande do Sul (-0,10%) tiveram os menores saldos.

O salário médio real para os admitidos em setembro foi de R$ 2.429,41, representando uma leve queda de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto. Os trabalhadores típicos receberam em média R$ 2.480,24, valor 2,09% maior que a média geral, enquanto os não típicos tiveram salário médio de R$ 2.054,61, com uma diferença de 15,4% abaixo da média geral.

Os dados refletem um cenário desafiador para o emprego formal no país, com redução na geração de vagas e variações significativas entre setores e regiões.

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