Soja R$ 155,05 ▲ 0,31%Milho R$ 69,05 ▲ 0,38%Boi gordo R$ 344,50 ▲ 0,58%

Economia Sorriso

Brasil pode ampliar comércio com Sudeste Asiático e superar EUA e Europa

Redação BDN
Redação BDN

Publicado em

3 min de leitura
Foto: Comércio com Sudeste Asiático pode superar EUA e UE

O Brasil projeta que o comércio com o Sudeste Asiático poderá superar, em breve, as relações comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia. A previsão foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante encontro com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, em Brasília.

O ministro destacou o crescimento significativo do comércio brasileiro com a Asean, que reúne 11 países asiáticos, tendo aumentado dez vezes entre 2003 e 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões.

“Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deve ultrapassar as relações com parceiros tradicionais, como os EUA e a União Europeia, em um futuro próximo”, afirmou Mauro Vieira.

O Brasil também apresentou avanços nas exportações para países da região. Atualmente, o país exporta mais para Singapura do que para a Alemanha e tem vendas maiores para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia comparadas às enviadas à França.

A aproximação entre Brasil e Sudeste Asiático ocorre em um contexto de dificuldades comerciais com os Estados Unidos, que aplicaram tarifas sobre partes das exportações brasileiras. Por isso, o governo brasileiro busca ampliar os mercados para diminuir os impactos econômicos dessas medidas.

Mauro Vieira ainda manifestou interesse do Brasil em ser um parceiro de diálogo da Asean, status atualmente reservado a países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

“Nossas regiões compartilham o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, aumentar o comércio e investimentos e fortalecer o Sul Global”, disse o ministro.

Kao Kim Hourn destacou que a Asean valoriza a parceria com o Brasil e deseja aprofundá-la. “Temos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis na América Latina”, afirmou.

O secretário-geral também apontou a possibilidade de expandir parcerias não apenas em comércio e investimentos, mas também em inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ações climáticas.

Ele ressaltou ainda a convergência entre Brasil e Asean na defesa do multilateralismo baseado em regras, diálogo e cooperação internacional como forma de enfrentar desafios comuns, especialmente entre países desenvolvidos e emergentes.

Nos últimos dez anos, os países da Asean dobraram seus Produtos Internos Brutos, que passaram de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, e a população da região já ultrapassa 700 milhões de habitantes.

Compartilhe esta notícia

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.