Campanha de Lula reforça ataques a Flávio Bolsonaro após caso Roberta Luchsinger
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou não conhecer a lobista e empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que é investigada pela Polícia Federal. Essa declaração, dada em entrevista ao Jornal Nacional, gerou repercussão negativa devido à existência de fotografias do presidente ao lado da empresária.
Diante do impacto dessa declaração e das investigações sobre possíveis casos de tráfico de influência envolvendo o governo, a campanha de Lula intensificou a ofensiva contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
No início da propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão, iniciada no dia seguinte à declaração de Lula, os partidos começaram a veicular comerciais curtos para atacar a imagem do senador.
Durante o dia, a coligação Brasil Pronto para Mais, formada por PT, PSOL, Rede, PCdoB, PV, PSB e PDT, lançou dois vídeos que destacam aspectos controversos da trajetória de Flávio Bolsonaro.
O primeiro vídeo exibe áudio no qual o senador cobra R$ 134 milhões para financiar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado “Dark Horse”.
O segundo vídeo apresenta um resumo da carreira de Flávio Bolsonaro, mencionando que ele começou como funcionário fantasma na Câmara dos Deputados aos 19 anos e que já enfrentou denúncias por lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas às rachadinhas em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Também é citado o episódio em que Flávio homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O material termina com a afirmação de que não se pode confiar no senador.
Nas peças publicitárias, Flávio Bolsonaro é rotulado como “o pior dos Bolsonaros”. A campanha da coligação elaborou ainda um site dedicado a apresentar acusações contra ele, com material para download e vídeos destinados aos eleitores.
A estratégia da campanha de Lula consiste em direcionar os ataques ao seu principal adversário nas inserções curtas, reservando o programa eleitoral para expor propostas e destacar realizações do governo. A estreia no programa foi marcada pela defesa da soberania nacional junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

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