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Brasil

Candidata à Presidência quer revisão da dívida e uso dos recursos para salário

Redação BDN
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Samara Martins, candidata à Presidência pelo Unidade Popular (UP), defendeu uma auditoria da dívida pública do Brasil e propôs que o país pare de pagar os juros dessa dívida. Ela sugere que esse valor seja utilizado para dobrar o salário mínimo, atualmente em R$ 1.621.

De acordo com Samara, o salário mínimo poderia ser em torno de R$ 3.200 se os aumentos reais tivessem continuado desde o início dos anos 2000, o que não aconteceu por conta de reformas aprovadas desde 2016 e da criação do teto de gastos, que hoje serve como limite fiscal.

A candidata chamou o pagamento dos juros da dívida de “bolsa bancária” e afirmou que R$ 1,8 trilhão é destinado a isso, valor que, na visão dela, poderia ser melhor utilizado em outros investimentos sociais.

Samara Martins também citou o exemplo do Equador, onde a dívida pública caiu 70% após uma auditoria cidadã. Ela lamentou que no Brasil a auditoria da dívida pública, proposta em 2016, tenha sido vetada pela então presidente Dilma Rousseff.

Para a presidenciável, é essencial realizar essa auditoria e suspender o pagamento da dívida ilegal, pois o sistema atual favorece as oligarquias financeiras do país e do mundo.

Além da proposta relacionada à dívida, Samara discutiu outros temas importantes, como a participação das mulheres na política, reforma do Judiciário, combate ao feminicídio, segurança pública e a proposta para o fim dos planos de saúde privados.

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