Defesa de Lulinha denuncia uso político do inquérito
Guilherme Suguimori, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou que o inquérito aberto pela Polícia Federal contra seu cliente configura uma tentativa de uso político. A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi iniciada na última quinta-feira (30/7).
Em entrevista ao Contexto Metrópoles, nesta sexta-feira (31/7), Suguimori declarou que há uma procura por qualquer acusação contra Lulinha. Segundo ele, a percepção é de que o Estado está usando o inquérito para fins políticos, especialmente considerando que Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as eleições presidenciais estão próximas.
O advogado expressou ainda preocupação com vazamentos de informações que possam prejudicar a imagem pública de Lulinha e influenciar o processo eleitoral. Segundo Suguimori, tal situação poderá ser explorada pelos adversários políticos.
Sobre as suspeitas que envolvem desvios no INSS, o advogado negou qualquer ligação de Fábio Luís Lula da Silva com esses crimes. Ele ressaltou que o próprio inquérito não aborda essa questão, repassando que falsas acusações foram feitas contra seu cliente.
Suguimori comentou também sobre a possibilidade de solicitar a transferência do caso do STF para outra instância, ressaltando que é necessário justificar a competência do STF para esse inquérito e que, na falta de uma justificativa legal, o processo poderia ser encaminhado para o órgão correto.
A investigação apura denúncias de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha e negócios relacionados à cannabis medicinal no Ministério da Saúde. A Polícia Federal analisa se o empresário usou sua influência para beneficiar parceiros comerciais, como Roberta Luchsinger e Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que está preso.

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