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Economia Sorriso

Desigualdade ainda existe no Brasil mesmo com melhorias

Redação BDN
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Foto: Desigualdade persiste apesar de avanços no Brasil

O Brasil apresentou melhorias em 34 dos 48 indicadores avaliados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades no relatório de 2026. Esse avanço representa 71% dos aspectos analisados, mostrando progresso na renda média, no emprego, na redução da pobreza, na segurança alimentar e no acesso a serviços essenciais.

O relatório também apontou avanços sociais. Na saúde, houve redução da desnutrição entre crianças e idosos. Na educação, o analfabetismo diminuiu. Na segurança pública, a taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos caiu.

No entanto, oito indicadores pioraram e seis permaneceram sem mudança. Entre os pontos negativos estão o aumento da diferença salarial entre homens e mulheres, a maior concentração de renda e a diminuição da tributação conforme a renda cresce.

As condições são mais desfavoráveis para a população negra e as regiões Norte e Nordeste concentram os piores indicadores sociais.

De acordo com os autores do estudo, esses dados indicam que os fatores que mantêm as desigualdades ainda atuam no país. Embora o crescimento econômico tenha beneficiado diferentes grupos, ele não eliminou as disparidades históricas relacionadas à renda, gênero, raça e região.

Adriana Marcolino, diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, explicou que a falta de atualização de alguns dados não impede a comparação com anos anteriores, pois a análise considera os indicadores disponíveis e sua evolução ao longo do tempo.

No prefácio, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil, ressaltou que o estudo permite compreender melhor índices de várias organizações, ampliando a visão sobre o desenvolvimento humano para além de medidas econômicas, de saúde e educação isoladas.

Ela destacou que “os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”.

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