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Brasil

Dólar e Bolsa mantêm estabilidade com surpresas na inflação no Brasil e nos EUA

Redação BDN
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Foto: Getty Images

O dólar teve pequena alta de 0,23% frente ao real, sendo cotado a R$ 5,15 nesta quarta-feira (26/8). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou leve alta de 0,01%, encerrando a sessão praticamente estável em 174,5 mil pontos.

Os mercados de câmbio e ações no Brasil acompanharam o movimento global. Às 17h05, o índice DXY, que mostra a força do dólar contra uma cesta de seis moedas, subia 0,25%, chegando a 99,15 pontos, número próximo à valorização do dólar no Brasil. Em Wall Street, os principais índices apresentavam movimentos modestos: S&P 500 subia 0,15%, Nasdaq 0,09%, enquanto Dow Jones caiu 0,12%, indicando estabilidade geral.

O preço do petróleo teve pequenas quedas, direcionando a atenção dos investidores para os dados de inflação divulgados no Brasil e nos Estados Unidos.

Nos EUA, o Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE), indicador preferido pelo Federal Reserve, subiu 0,2% em julho, conforme esperado pelo mercado. Contudo, no acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 3,7%, ultrapassando a projeção de 3,6%. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, também avançou 0,2% no mês, totalizando 3,3% no ano, acima dos 3,2% previstos.

Vitor Kayo, economista da Nomad, aponta que a inflação permanece acima da meta de 2% do Fed, com o núcleo em ritmo elevado. Ele acrescenta que os dados não surpreenderam o mercado, que continua a apostar na manutenção dos juros em setembro, com possibilidade de alta em outubro ou dezembro.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, caiu 0,40% em agosto, maior do que a queda de 0,30% esperada pelos analistas.

Segundo a corretora Warren Rena, a surpresa negativa foi influenciada por componentes voláteis e temporários, como passagens aéreas, alimentos frescos e energia elétrica. No entanto, a análise qualitativa não apontou melhora significativa, com serviços relacionados a automóveis e condomínio apresentando pressões inflacionárias, e medidas dessazonalizadas registrando estabilidade ou leve aceleração. O destaque continua para os serviços intensivos em mão de obra, cuja inflação anualizada permanece próxima de 7%.

João Vitor Saccardo, da mesa de renda variável da Convexa, observou que o Ibovespa chegou a registrar alta próxima a 1% pela manhã, mas o resultado do PCE americano, acima do esperado, e a elevação dos juros dos títulos públicos dos EUA tiveram impacto negativo durante o dia.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, explicou que os juros futuros operaram mistos após a divulgação do IPCA-15 com deflação maior que a esperada. A ponta curta dos juros recuou, enquanto os vencimentos intermediários e longos avançaram, configurando um ajuste ao longo da sessão.

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