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Brasil

Dólar sobe e Bolsa cai por dados do emprego nos EUA e disputa eleitoral no Brasil

Redação BDN
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Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar avançou 0,50% e foi cotado a R$ 5,13 nesta sexta-feira (4/9). Em contrapartida, o Ibovespa, índice principal da Bolsa de Valores brasileira, teve queda discreta de 0,05%, fechando aos 185 mil pontos, mantendo-se praticamente estável.

Os mercados reagiram principalmente ao relatório mensal de emprego dos Estados Unidos, conhecido como “payroll”, que mostrou a criação de 162 mil vagas em agosto, superando as expectativas de 55 mil postos. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%, conforme previsto.

O desempenho surpreendente no mercado de trabalho americano reforça a percepção de uma economia ainda firme. Isso aumenta a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros na próxima reunião, marcada para 16 de setembro, a fim de controlar a inflação que está próxima da meta de 2%.

O aumento da taxa de juros nos EUA influencia a economia global, tornando mais atraentes os títulos americanos e desestimulando investimentos em ativos mais arriscados, como ações. Na bolsa americana, os principais índices registraram quedas: S&P 500 caiu 0,45%, Dow Jones 0,57% e Nasdaq 0,36%. O índice DXY, que mede a força do dólar contra outras moedas fortes, subiu 0,15%, refletindo a alta da moeda dos EUA.

No Brasil, o mercado também sentiu o impacto das últimas pesquisas eleitorais da Quaest e do Datafolha, que mostram uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa nova configuração eleitoral fez com que o Ibovespa valorizasse na última quarta-feira (2/9), influenciado pela preferência dos investidores pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Emerson Junior, especialista da corretora Convexa, destacou que a valorização do dólar segue o movimento global da moeda americana em um dia marcado por revisões importantes de preços nos mercados internacionais. Ele ressaltou ainda as declarações da dirigente do Fed, Beth Hammack, que afirmou ser o momento de agir para controlar a inflação, reforçando expectativas de alta nos juros. No cenário interno, a estabilidade na disputa presidencial e o desenrolar da crise no Supremo Tribunal Federal também foram monitorados pelo mercado.

Segundo Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, o relatório de empregos reforçou a cautela sobre os próximos passos da política monetária americana, com aumento do rendimento dos títulos do Tesouro (Treasuries). Esse movimento impacta os mercados emergentes, já que juros mais altos nos EUA aumentam a atratividade dos ativos em dólar e podem pressionar as condições financeiras globais. No Brasil, entretanto, a curva de juros não acompanhou totalmente a pressão externa, e os títulos de médio e longo prazo registraram queda.

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