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Brasil

Dólar sobe forte após eleições e bolsa registra queda importante

Redação BDN
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Foto: Gabriela Pereira

O índice Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores do Brasil, teve sua maior queda semanal desde o início da pandemia em 2020, com uma baixa de 18,12%. Por outro lado, o dólar subiu 9,04%, a maior valorização semanal desde 2008.

Essa movimentação no mercado financeiro aconteceu após o resultado das eleições, que consagraram Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, como presidente pela quarta vez no domingo (25/10). A possibilidade de vitória do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro, do PL, já havia sido considerada pelos especialistas desde o primeiro turno.

De acordo com Emerson Junior, chefe de Câmbio e Contas Internacionais da Convexa Investimentos, a alta do dólar reflete a cautela dos investidores diante da incerteza sobre a equipe econômica e as políticas fiscais que o novo governo implantará.

O mercado acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a taxa Selic no próximo encontro. Para os próximos dias, a atenção está voltada para as decisões do Banco Central e para possíveis indicações para o Ministério da Fazenda, essenciais para definir os riscos econômicos e o câmbio.

Na última sexta-feira (30/10), o dólar fechou cotado a R$ 5,44, aumento de 1,05%. Já o Ibovespa encerrou o dia com 167.921 pontos, queda de 0,75%.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo encaminhará ao Congresso um Projeto de Lei para buscar cumprir a meta fiscal central, que é de 0,25% do PIB neste ano, diferente do que vinha sendo praticado, que focava o piso da meta.

Esta meta possui uma margem de tolerância de 0,25% para mais ou para menos. Em 2026, o objetivo será alcançar pelo menos o equilíbrio entre receitas e despesas, sem déficit.

O mercado critica a prática atual, que considera a meta fiscal como uma referência fictícia, já que sempre é cumprida pelo piso. Com o foco no centro da meta, o governo deverá fazer esforços maiores para estabilizar as finanças públicas, o que pode significar cortes e contingenciamentos mais rigorosos em 2027.

A equipe econômica também avalia medidas para controlar a dívida pública, ajustar as contas e recuperar a confiança dos investidores, o que depende da definição do novo ministro da Fazenda.

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