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Política

Especialistas discutem proteção às mulheres na ALMT em Cuiabá

Redação BDN
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Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, promoveu na quarta-feira (26) a capacitação “Enxergar para Proteger” em Cuiabá. O encontro contou com a participação de servidores públicos, profissionais da saúde, da educação e operadores do direito, visando aprimorar o atendimento às mulheres vítimas de violência.

Realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM-MT) e a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da capital, o evento faz parte das ações do Agosto Lilás e celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha em Mato Grosso. As atividades ocorreram das 8h às 18h no auditório Milton Figueiredo.

Reconhecendo os sinais de violência

A promotora de Justiça Clair Vogel Dutra destacou a importância da integração dos serviços públicos para proteger as mulheres. Dados desde 2019 mostram que mais de 80% das vítimas de feminicídio nunca haviam registrado boletim de ocorrência e que mais de 90% não tinham medidas protetivas.

Como muitas mulheres procuram atendimento médico, assistencial ou educacional sem relatar os abusos, a capacitação orientou os profissionais a identificar sinais sutis de violência física, psicológica e patrimonial.

Rede de apoio e fortalecimento das proteções

Participaram também representantes do Ministério Público, Secretaria da Mulher, Defensoria Pública e órgãos legislativos, que atuam no suporte às mulheres em vulnerabilidade e às crianças expostas à violência doméstica.

A presidente do IBDFAM-MT, Emanouelly Costa Nadaf, ressaltou que combater a violência contra a mulher é fundamental para garantir direitos e a democracia. A procuradora Franciele Brustolin mencionou o pacote antifeminicídio, que aumentou as penas para até 40 anos de prisão.

Na parte da tarde, especialistas e autoridades, como a delegada Judá Marcondes, ministraram palestras técnicas sobre os tipos de violência de gênero, uso correto do Botão do Pânico e aplicativos de proteção, orientações para saída segura dos lares e o papel da Rede de Enfrentamento de Cuiabá.

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