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Brasil

Governo Lula acaba com demora para benefícios do INSS

Redação BDN
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (3/9) que o governo federal eliminou a espera para análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A solenidade ocorreu no Palácio do Planalto.

Este avanço cumpre uma promessa feita por Lula na campanha de 2022 e será destacado como um dos resultados do seu terceiro mandato, em campanha para reeleição.

Na semana passada, o presidente já havia informado que a fila de espera seria zerada, reduzindo o tempo médio para 45 dias e o número de pedidos atrasados para cerca de 251 mil, nível considerado normal.

“Zerar” a fila significa que todos os pedidos estão sendo analisados dentro do prazo legal, não que não existam pedidos aguardando.

Em fevereiro deste ano, havia 3 milhões de solicitações em aberto, recorde na história. Em agosto, esse número caiu para 1,2 milhão, uma redução de 59% desde janeiro, segundo dados do Ministério da Previdência Social. É a menor quantidade desde 2023.

A maior diminuição se deu nos casos com atraso superior a 45 dias, considerados o núcleo da fila, que caiu 86%, de 1,88 milhão para 261 mil processos.

Além do volume, o tempo médio de análise também diminuiu para cerca de 35 dias, uma queda superior a 40% em relação ao passado. Há diferenças entre tipos de benefícios: pedidos de salário-maternidade levam em média 11 dias, enquanto benefícios assistenciais, que precisam de perícia e avaliação social, podem demorar até 65 dias.

A redução dos atrasos marcou a gestão de Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira que assumiu a presidência do INSS após a saída de Gilberto Waller em abril. O aumento da fila chegou a ser o maior desafio na administração de Waller, que ficou 11 meses no cargo.

Gilberto Waller foi nomeado pelo presidente Lula em abril de 2025 para substituir Alessandro Stefanutto, demitido após um escândalo sobre descontos indevidos nos salários de aposentados e pensionistas. Durante seu mandato, Waller teve desentendimentos públicos com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

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