Governo não vai reajustar Bolsa Família em 2027
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto, não inclui aumento nos valores do programa Bolsa Família para o próximo ano. Assim, os benefícios pagos devem continuar nos níveis atuais, sem correção pela inflação ou aumento real.
Essa decisão ocorre em um contexto de controle rigoroso dos gastos públicos. O governo busca atingir superávit nas contas públicas e, para isso, mantém medidas para conter o crescimento das despesas obrigatórias.
Segundo o Orçamento, o Bolsa Família continuará sendo uma das maiores despesas federais, com previsão de cerca de R$ 157 bilhões em 2027.
Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o valor base do benefício não foi reajustado. Embora o programa tenha sido reformulado e ampliado quanto às regras de elegibilidade e benefícios adicionais, os valores pagos por família não tiveram atualização inflacionária desde a reformulação.
O que é a LOA?
A Lei Orçamentária Anual (LOA) define o orçamento para o ano seguinte, neste caso, 2027. Ela estabelece o equilíbrio entre receitas e despesas, determinando a meta fiscal que o Executivo deve seguir. Por meio da LOA, são definidos os limites de gastos, receitas e a alocação dos recursos.
Outros pontos do Orçamento
- Selic: a estimativa para 2026 é de 12,53% ao final do ano.
- Inflação: para 2026, a previsão é de 3,6% ao ano, dentro da meta de tolerância.
- Orçamento total para 2027: R$ 7,4 trilhões, divididos em R$ 3,8 trilhões para despesas financeiras e R$ 3,4 trilhões para despesas primárias.
- Receita primária: prevista em R$ 3,4 trilhões, equivalente a 23,4% do PIB.
- Despesas primárias do governo federal: R$ 2,8 trilhões, correspondendo a 19,14% do PIB.
- Crescimento das despesas: limitado a 2,5% para manter o Regime Fiscal Sustentável.

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