Lulinha processa Flávio por vídeo com inteligência artificial
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou com uma ação judicial em São Paulo contra o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. O motivo é um vídeo criado com inteligência artificial que liga Lulinha a fraudes na Previdência.
A defesa de Lulinha solicita que a publicação seja removida das redes sociais e pede indenização de R$ 10 mil por danos morais. O processo foi iniciado em 18 de agosto, e também inclui um pedido para que Flávio seja proibido de publicar novamente o vídeo ou repetir as acusações.
O vídeo, publicado em 7 de julho no X e no Instagram, apresenta Flávio Bolsonaro como piloto de uma aeronave militar numa suposta operação para localizar Lulinha. No início, aparece uma foto real de Lulinha e uma narração que o acusa de roubar milhões de idosos no Brasil.
O conteúdo menciona que o roubo dos aposentados não pode ficar impune e critica a Polícia Federal por não investigar o caso. Ao final, uma imagem gerada por inteligência artificial mostra Lulinha jogando videogame, aparentando estar descontraído.
A defesa argumenta que Flávio Bolsonaro extrapolou a liberdade de expressão ao apresentar acusações falsas, prejudicando a honra e a reputação de Lulinha. Eles afirmam que não existe nenhuma investigação ou denúncia contra Lulinha relacionada diretamente às fraudes no INSS.
Segundo os advogados, o uso de elementos fictícios e o tom humorístico do vídeo não justificam a divulgação de informações falsas que podem causar danos.
O pedido inclui ainda a remoção imediata da publicação em até 24 horas, a proibição de republicação do conteúdo, aplicação de multa em caso de descumprimento e a condenação ao pagamento de indenização por danos morais.
O vídeo atingiu ampla repercussão, com aproximadamente 907 mil visualizações no X e milhares de comentários e compartilhamentos no Instagram, o que reforça a importância da remoção rápida.
Lulinha é investigado em três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Polícia Federal, relacionados a suposto tráfico de influência, favorecimento a empresários e negócios ilícitos no governo federal. No caso do INSS, a PF investiga repasses de dinheiro que podem ter ligação com ele.
A defesa nega irregularidades, afirmando que Lulinha atua apenas na iniciativa privada e que as investigações não apontaram quaisquer práticas ilegais.
Em uma reunião de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva frisou que seu filho prestará esclarecimentos sempre que for convocado, e que não pretende interferir nas investigações.

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