Mercado reduz previsão para inflação e crescimento do PIB em 2026
Os especialistas financeiros ouvidos pelo Banco Central diminuíram a estimativa de inflação para 5,01% em 2026, número que continua acima do limite máximo estabelecido pela meta oficial.
A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) também foi revisada para baixo, passando para um crescimento de 1,92%. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, 31 de agosto, na edição mais recente do Relatório Focus.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que monitora a inflação no país, está previsto para fechar o ano em 5,01%, segundo o documento.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu para 2026 uma meta de inflação de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a inflação será considerada dentro do esperado se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Nos últimos 12 meses, os preços ao consumidor aumentaram 4,44%, impulsionados por um reajuste de 0,07% em julho deste ano. Em 2025, o aumento acumulado da inflação foi de 4,26%, ultrapassando o centro da meta, mas permanecendo abaixo do teto máximo.
Em relação à economia, o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Diversas instituições econômicas apresentam previsões diferentes para o desempenho em 2026: o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um avanço de 1,6%, o Banco Central projeta 2%, e o governo federal estima 2,3%.
Destaca-se ainda a revisão para cima feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 8 de julho, que elevou a projeção para 2,4%, em comparação com a previsão de 1,9% feita em abril.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 4 e 5 de agosto, a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida de 14,25% para 14%. A próxima reunião está prevista para 15 e 16 de setembro.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Ela é referência para as taxas de juros em diversas operações da economia e influencia as negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional.
O Relatório Focus divulga periodicamente as expectativas coletadas no mercado financeiro até a sexta-feira anterior à sua publicação, que geralmente ocorre às segundas-feiras.
O relatório é um importante indicador para o acompanhamento das tendências econômicas no país.

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