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Agronegócio

Milho mantém alta apesar da safra recorde

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Embora a segunda safra de milho esteja quase colhida e as previsões apontem para uma produção histórica, os preços do cereal no Brasil continuam a subir. O mercado apresenta um comportamento diferente do esperado, pois apesar da oferta maior, as cotações seguem firmes.

Segundo o Cepea, muitos produtores estão controlando a oferta, aguardando condições mais vantajosas para vender. Essa estratégia restringe a disponibilidade imediata do milho e ajuda a sustentar os preços, mesmo com o aumento da produção. Por outro lado, os compradores estão mais seletivos, evitando fechar negociações nos preços atuais, mas aqueles que precisam reabastecer seus estoques acabam aceitando os valores mais altos.

Além disso, alguns consumidores optam por usar estoques já existentes, adiando novas compras, o que deixa o mercado com baixa liquidez. Essa combinação de produtores retendo o produto e compradores cautelosos mantém a estabilidade dos preços, impedindo que a maior oferta cause queda nas cotações.

Alta se intensifica em agosto

O preço do milho na região de Campinas (SP), medido pelo Indicador ESALQ/BM&FBovespa, subiu 5,8% até o dia 27 de agosto. Normalmente, o aumento da oferta nesta época reduziria os preços, mas a postura dos agentes de mercado tem limitado essa pressão para baixo.

Para os produtores, a estratégia comercial é fundamental neste momento. Com preços firmes no mercado internacional, a expectativa por uma venda mais vantajosa incentiva a retenção do produto. Já os compradores com necessidades imediatas precisam decidir entre pagar valores mais altos ou postergar as compras.

Esse cenário mostra que uma produção elevada não garante preços mais baixos a curto prazo. Os preços dependem de vários fatores, como volume disponível, velocidade de comercialização, estoques, demanda e expectativas do mercado.

Assim, mesmo com grandes volumes chegando ao mercado nacional, o milho mantém preços altos devido à oferta controlada, demanda seletiva e negociação restrita, deixando o mercado atento às próximas movimentações.

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