Novo acusa Lula e Alckmin de abuso de poder no TSE
O Partido Novo entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, candidatos à reeleição. A legenda acusa os candidatos de abuso de poder econômico e uso irregular dos meios de comunicação durante o Carnaval.
O partido chama o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, de “showmício eleitoral”. Segundo o Novo, recursos públicos foram usados para promover a imagem do presidente e sua pré-candidatura, o que seria proibido nas regras eleitorais.
A ação pede a cassação dos registros dos candidatos e que sejam declarados inelegíveis por oito anos, fundamentando-se na Lei Complementar 64/1990.
No Carnaval do Rio, a Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial com um enredo que mostrou a trajetória do presidente Lula. O desfile também trouxe críticas a figuras políticas como Jair Bolsonaro e Michel Temer em cenas satíricas.
A escola foi criticada por parte da sociedade e políticos, inclusive com uma queixa por suposta intolerância religiosa. Lula assistiu ao desfile e interagiu com os integrantes das escolas de samba.
A Acadêmicos de Niterói teve o pior desempenho entre as escolas do Grupo Especial este ano, sendo rebaixada para a Série Ouro em 2027.
O Partido Novo destaca que a Acadêmicos de Niterói recebeu aproximadamente R$ 9,65 milhões em recursos públicos provenientes de prefeituras, governo estadual e da Embratur. Parte da legislação que viabilizou esses recursos teria sido alterada após o enredo ter sido divulgado publicamente.
Além disso, o Novo aponta que o repasse da Embratur para o Carnaval de 2026 foi diferente dos anos anteriores e que o presidente da agência, Marcelo Freixo, manifestou apoio ao enredo antes de o convênio ser formalizado.
A legenda também menciona a possível participação da primeira-dama Janja da Silva em articulações para doações privadas à escola de samba.
A ação solicita oitiva de testemunhas ligadas à escola e a expedição de documentos a diversos órgãos para comprovar os repasses e dados relacionados ao desfile.
Agora, Lula e Alckmin devem ser notificados para apresentar defesa. O TSE ainda não se pronunciou sobre o pedido.

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