Soja R$ 160,55 ▲ 0,27%Milho R$ 69,77 ▼ -1,06%Boi gordo R$ 349,50 ▲ 0,00%

Política

PF investiga pagamentos ao ex-chefe do Banco Central

Redação BDN
Redação BDN

Publicado em

2 min de leitura
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) está investigando pagamentos que teriam sido feitos ao ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central, Belline Santana. Segundo a investigação, ele teria recebido quantias de R$ 500 mil de forma recorrente, como troca de informações sigilosas destinadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O relatório da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), também revela que um desses pagamentos pode ter chegado a R$ 760 mil, valor que apareceu em mensagens atribuídas ao advogado e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro na investigação.

Além dos pagamentos, o relatório aponta outras vantagens oferecidas a servidores, como almoços, jantares e uma viagem com guia em Paris para Belline Santana. Outro servidor, o gerente adjunto Paulo Sérgio Neves de Souza, também teria sido beneficiado com uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e a compra de um imóvel rural de forma atípica.

A investigação indica que ambos os servidores podem ter vazado informações internas do Banco Central relacionadas a apurações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias envolvendo o antigo Banco Master. Santana e Souza teriam atuado como consultores de Vorcaro, colaborando em estratégias, revisão de documentos e participando de reuniões privadas, algumas delas na residência do ex-banqueiro.

O relatório da PF tem 164 páginas e inclui mensagens trocadas entre os envolvidos. Em uma delas, Paulo Sérgio Souza encaminha ao ex-banqueiro a portaria de sua nomeação no Departamento de Supervisão. Em outra, ele destaca que é prioridade encontrar-se com Vorcaro para tratar de interesses ligados ao Banco Master.

Ambos os servidores estão afastados de suas funções e negam ter vazado informações ou recebido vantagens ilegais, afirmando que as despesas relacionadas a viagens e outras supostas vantagens foram custeadas com recursos próprios. A Agência Brasil, fonte das informações, continua buscando contato com as defesas para novos posicionamentos.

Compartilhe esta notícia

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.